| Bronzeamento artificial passa a ser proibido no Brasil | ||
| (12/11/2009 18:51:00) | ||
| Equipamentos só poderão ser usados com fim terapêutico, para tratamento de doenças de pele como psoríase e vitiligo | ||
As clínicas de estética não poderão mais usar câmaras de bronzeamento artificial. Desde ontem, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a prática, com base em dados que mostram que o uso dessas câmaras aumenta em 75% o risco de desenvolver melanoma (o câncer de pele mais agressivo) em pessoas de até 35 anos que se expõem a elas. Desde ontem, só podem funcionar equipamentos que tenham finalidade terapêutica. Eles são encontrados em clínicas de tratamento fototerápico para doenças de pele, como psoríase, e os pacientes têm acompanhamento médico. ``De um lado, tínhamos a exposição excessiva à radiação ultravioleta, que pode provocar principalmente melanoma. De outro, tínhamos um benefício questionável``, afirmou Dirceu Barbano, diretor da Anvisa. A Anvisa estima que existam de 4.000 a 4.500 esquipamentos no país. Já a Associação Brasileira de Profissionais do Bronzeamento diz que há cerca de 5.000 estabelecimentos com câmaras no Brasil. Antes de proibir o uso dos equipamentos, a Anvisa colocou o assunto em discussão e fez audiências públicas. De acordo com Barbano, os argumentos dos profissionais favoráveis ao uso das câmaras não foram suficientes. O descuido comprovado na manutenção dos aparelhos e lâmpadas também pesou na decisão. ``Eles afirmavam que essa exposição seria um fixador de vitamina D, mas não é possível mascarar o risco de câncer com uma propriedade terapêutica não comprovada.`` A Anvisa desconhece se outros países tomaram decisões semelhantes. A dermatologista Selma Cernea, coordenadora da campanha nacional contra o câncer de pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia, comemorou a decisão da Anvisa. ``Esta é a melhor notícia dos últimos tempos. Os dermatologistas sempre foram contra o uso das câmaras para fins estéticos``, diz. O dermatologista João Duprat Neto, diretor do Departamento de Oncologia Cutânea do Hospital A.C. Camargo, também elogia a proibição do uso dessas câmaras. ``Durante muito tempo, existiu uma controvérsia sobre os riscos, mas estudos comprovaram o aumento do risco de melanoma.`` Para Cernea, a decisão da agência de manter a autorização do uso das câmaras para tratamentos de algumas doenças de pele foi acertada. ``Nesses casos, o benefício do tratamento é superior ao risco de aparecimento do câncer``, explica a dermatologista. A fiscalização da nova regra será feita da mesma forma como ocorre hoje -pelos agentes de vigilância sanitária locais. A multa pelo descumprimento da regulamentação varia de R$ 2.000 a R$ 1,5 milhão. A clínica poderá ser interditada. Fonte: Folha de São Paulo |
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Bronzeamento artificial passa a ser proibido no Brasil (12/11/2009 18:51:00)
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